ptenfrdeitrues

MAÇONARIA E PORTUGAL, Entrevista do Prof. Maltez a “o Diabo” - Maçonaria em Portugal

 

MAÇONARIA E PORTUGAL

Entrevista do Prof. Maltez a “o Diabo”

 

Como olha para a forma como a Maçonaria, em Portugal, exerce a sua influência nos meios políticos?
.
Em Portugal, a maçonaria teve profunda influência na construção do regime demoliberal da monarquia constitucional e da I República e ainda foi uma alavanca fundamental das parcelas das forças armadas não salazaristas do 28 de Maio. A partir de 1935 foi legalmente extinta e efectivamente perseguida, retomando a sua actividade não clandestina depois de 1974, a partir de cerca de uma centena de irmãos que semearam a continuidade da tradição da ordem. A regeneração da tradição demoliberal, a que a Maçonaria está profundamente ligada não permitiu que a instituição clássica representada no Grande Oriente Lusitano e as novas obediências instituídas, sobretudo na década de noventa do século XX, pudessem ter influência moral equivalente ao que sempre sucedeu em regimes como os do Brasil, dos Estados Unidos da América, da França ou do Reino Unido, cujas democracias são efectivas co-criações maçónicas. Contudo, o processo de adaptação ao pós-autoritarismo das maçonarias portuguesas foi mais expansivo do que noutros países da Europa como na Alemanha e em Espanha.

Essa influência é, na sua opinião, clara ou, por seu turno, é muito pouco transparente?

O processo só pode ser visto como não transparente por quem não conhece o fenómeno democrático e as tradições de luta contra o fanatismo, a ignorância e a intolerância. Infelizmente, em Portugal, ainda permanece um subsolo de incompreensão face a uma ordem a que pertenceram pessoas como Kant, D. Pedro IV, Churchill ou Jean Monnet, de liberais a socialistas, de conservadores a destacadas figuras eclesiásticas. Bastava aliás notar que a última intervenção pública de Fernando Pessoa, nas vésperas da morte foi a defesa da não extinção da maçonaria contra os ditames da primeira lei do Estado Novo, desencadeada por um conhecido defensor da restauração da pena de morte que, em 1867, fora abolida depois de uma campanha e do empenhamento de maçons portugueses que, no mesmo dia, também lançavam o primeiro Código Civil, o do maçon António Luís de Seabra. Dizer que o Partido Conservador britânico sempre foi enraizadamente maçónico ou que a Resistência francesa nasceu desse impulso espiritual apenas causa espanto para mentalidades tão intolerantes quanto certa faceta ultra-positivista e neojacobina da história maçónica, a que queria “enforcar o último papa nas tripas do último padre”. Porque os maçons, em termos de opção política, correm todo o espaço dos arcos democráticos que defendem as sociedades livres e pluralistas.

Temos a ideia de que as nomeações governamentais por vezes têm de respeitar uma espécie de quota maçónica. Esta ideia corresponde à realidade?


Quotas, ao que parece, só para as mulheres e, noutros países multiculturais, para algumas minorias étnicas. Julgo que, por cá, se fôssemos para as quotas, em regime de proporcionalidade, qualquer organizador de governos não poderia desempenhar a sua missão. Quanto ao caso concreto, como não há lei nenhuma que imponha a declaração de crenças íntimas e a liberdade de associação de cada um, porque seria flagrantemente inconstitucional. Logo, resta a teoria da conspiração, a que se têm rendido algumas forças neocatolaicas, no habitual confronto do pluralismo eclesiástico...

É conhecida a posição da Igreja em relação à Maçonaria, sobretudo à sua atitude de secretismo. A Igreja sempre olhou de forma desconfiada para as relações crescentes entre o poder político e a Maçonaria e coloca em causa o poder democrático que é transferido do povo para mão alheia. Como se pode interpretar estas posições?

Julgo que a maçonaria é tão secreta quanto os conclaves e as conferências episcopais das várias igrejas. No caso concreto da Igreja Católica, talvez seja importante recordar que desde 1891, os católicos abandonaram a classificação de heresia para os demoliberais e a doutrina social católica obrigou a uma mudança profunda. Seria também correcto que alguns católicos, que parecem querer fundar um eventual partido antimaçónico, como já aconteceu há centenas de anos nos Estados Unidos, reparassem na pluralidade dos universos maçónicos, dado que eles não se confundem com o ateísmo, o agnosticismo ou o panteísmo.

Qual a importância da Maçonaria, no caso, em Portugal? Ou seja, que mais-valias pode ela dar à sociedade e ao desenvolvimento do País?

Julgo que Portugal tem urgência no renascimento de importantes forças morais e espirituais que marcaram a tradição portuguesa, até na tradição do altruísmo e da filantropia. A história da maçonaria e a história dos católicos portugueses impõem que eles regressem aos momentos altos de refundação nacional, como aconteceu com o lançamento do nosso mais recente regime democrático, onde, em todos os principais partidos, conviveram altos membros da Igreja Católica e da Maçonaria, todos impedindo o regresso a um confronto entre a política e a religião, ao contrário do que sucedeu em certas fases da I República e com o salazarismo, onde a persiganga mútua foi má para o povo. Nestes tempos de crise, a restauração de uma política de valores impõe que não se recrie um ambiente propício à incompreensão entre o humanismo cristão e o humanismo laico, cuja aliança é, aliás, a matriz do recente projecto europeu, nascido do combate aos totalitarismos. Basta que haja compreensão pelas diferenças e honesta intenção de homens de boa vontade, mesmo que ambas as famílias de valores reconheçam erros passados, de confrontos que, quase sempre, levaram à vitória de inimigos comuns.

Maçonaria aumenta para o dobro o numero dos seus membros


 

António Reis afirmou que as adesões têm sido crescentes, o que justificou com «os tempos de relativismo nos valores morais e éticos». «As pessoas sentem-se um pouco perdidas e procuram valores mais sólidos em que acreditar», acrescentou.

O grão-mestre confirmou a constituição de uma fundação para gerir o património do GOL, com «noventa por cento de aprovações», apesar de reconhecer a existência de alguma polémica à volta deste tema.

Uma sala com os símbolos maçónicos e a decoração adequada à prática dos rituais foram recriadas no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) durante as Jornadas Históricas, que começaram hoje e terminam sábado.

O objectivo, segundo António Lopes, director do Museu Maçónico do GOL, é «mostrar aos não iniciados alguns dos símbolos e rituais da maçonaria».

A décima primeira edição das Jornadas Históricas de Seia trouxe a esta cidade alguns dos nomes mais relevantes do movimento maçónico português. Durante a manhã foram oradores Salvato Teles de Menezes, administrador da Fundação D. Luís I, que abordou o tema «As origens da maçonaria: lenda e realidade», seguindo-se António Lopes, que falou sobre «A maçonaria portuguesa, das origens ao triunfo do Liberalismo».

Durante a tarde falam Eduardo Catroga, sobre «Maçonaria e Política», Maria Belo, que abordará «Consequências políticas da acção da maçonaria feminina», e Alfredo Caldeira, da Fundação Mário Soares, que dissertará sobre a «Maçonaria durante a ditadura do Estado Novo», ao que se seguirá uma mesa redonda, moderada por António Reis, grão-mestre do GOL e Martim Guia, grão-mestre da Grande Loja Legal de Portugal.

As jornadas sobre «Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica», organizadas pelo Arquivo Municipal de Seia, terminaram sábado de manhã, com as intervenções de António Ventura, sobre «A Maçonaria em Seia», de Frei Bento Domingues, sobre «Maçonaria e a Questão Religiosa», e de Joaquim Gomes Canotilho, sobre «Maçonaria e Direitos Humanos» .

 

Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica, em Seia. Principais Dignatários da Maçonaria Portuguesa reunidos no mesmo evento.

O Arquivo Municipal de Seia vai promover, nos dias 14 e 15 de Novembro, mais uma edição das Jornadas Históricas, desta vez subordinadas ao tema “Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica”.

O evento traz a Seia personalidades como Fernando Catroga, Maria Belo (Grã Mestre da Grande Loja Femenina de Portugal) e António Ventura, ligados ao Ensino em Portugal. Estarão ainda presentes Salvato Telles de Menezes, da Fundação D. Luís I, António Lopes, director do Museu Maçónico do GOL, Alfredo Caldeira da Fundação Mário Soares, António Reis (Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano), Feliciana Ferreira, Martin Guia (Grão Mestre da Grande Loja Legal de Portugal) e António Arnaut (Past Master do Grande Oriente Lusitano) e ainda Frei Bento Domingues do Instituto São Tomás de Aquino.

As 11ª Jornadas terão lugar no Centro de Interpretação da Serra da Estrela e contarão com a creditação do Conselho Cientifico Pedagógico de Formação Contínua (CCPFC), para efeitos de progressão na carreira docente “06 créditos”.

No âmbito do programa a Casa Municipal da Cultura recebe no primeiro dia do evento, pelas 21:30h, o concerto “Flauta Mágica de Mozart”, da Orquestra do Norte.

COMO ELES FALAVAM DE MAÇONARIA – Escutas do processo Portucale

Abel Pinheiro e Rui Gomes da Silva ficaram indignados com José Sócrates: o novo Governo do PS afaste a maçonaria do poder. O maçon Rui Silva Pereira também aparece nas escutas.

A 6 de Março de 2006, seis dias antes de o novo Governo Socialista tomar posse, Abel Pinheiro, o homem das finanças do CDS-PP, pegou no telemóvel e ligou ao social-democrata Rui Gomes da Silva, “o Maçon adormecido” que acabara de deixar o cargo de ministro dos assuntos Parlamentares.


Em plena investigação do processo Portucale (um caso de alegado tráfico de influências para a aprovação de um projecto imobiliário do grupo Espírito Santo), a conversa passou pela maçonaria e pelo seu poder. Abel Pinheiro e Gomes da Silva concordavam que os maçons estavam sob fogo cerrado de José Sócrates. O futuro primeiro ministro era acusado de afrontar a irmandade do Grande Oriente Lusitano (GOL) ao não acolher nenhum maçon para o Governo.


Abel Pinheiro e Rui Gomes da Silva defendiam que as nomeações para ministro teriam de respeitar uma espécie de quota maçónica. E estavam indignados por Sócrates não seguir o jogo de bastidores, afastando a maçonaria (e também o Opus Dei) dos lugares de decisão politica. Também diziam que a ausência de apoio maçónico iria deixar vulnerável o futuro Governo. Os dois homens falavam dos nomes de muitos socialistas preteridos, como José Lello ou Vitalino Canas, e comentaram os futuros ministros de Sócrates – a maior parte de forma pouco abonatória, segundo Abel Pinheiro, o irmão Jorge Coelho, com quem disse ter falado por causa de vários assuntos pendentes do Governo PSD/CDS (que não especifica), andaria de cabeça perdida com as escolhas. Mas já teria garantido que iria impedir que António José Seguro chegasse a líder parlamentar do PS.


Questionado pelo SÁBADO, Jorge Coelho assegura que nunca fez favores maçónicos ou não, a Abel Pinheiro relacionados com negócios aprovados pelo Governo PSD/CDS. “Ele nunca me pediu nada, nem em 2005, nem noutra ocasião qualquer”, diz.


Quanto ás várias citações que Abel Pinheiro lhe atribuiu nas escutas telefónicas, Coelho não tem duvidas: “Ele fala do que sabe e do que não sabe”.


A LOJA MAÇÓNICA de Abel Pinheiro, a Convergência, sempre foi vista como uma das mais poderosas dentro do GOL. Antes das batalhas internas e da cisão, ocorrida em Julho de 2006, a Convergência chegou a juntar figuras ligadas ao PS, como o presidente do Tribunal Constitucional, Nunes de Almeida, António Vitorino, Vitalino Canas, Rui Pereira e José Nuno Martins.


O próprio Abel Pinheiro, que juntamente com Rui Pereira saiu para fundar a loja Luís Nunes de Almeida (em homenagem ao antigo venerável falecido em Setembro de 2004), chegou a referir nas escutas que, durante os governos de António Guterres, a Convergência era conhecida como o Gabinete.


A SÁBADO não conseguiu apurar quais os outros membros que passaram pela Convergência, mas os Governos de Guterres contaram com muitos maçons, como os ministros João Cravinho e Jorge Coelho e os secretários de Estado Rui Pereira, Fausto Correia, Ricardo Sá Fernandes, Carlos Zorrinho, José Miguel Boquinhas e Leonor Coutinho (maçonaria feminina).


Umas das referências ao Gabinete aparece na conversa que Abel Pinheiro teve, a 3 de Março de 2005, com o advogado Corrèa Mendes, do escritório Corrèa Mendes e Associados. O advogado, que tinha apresentado o seu atestado de quite (documento que solicita a saída), queria regressar ao GOL e precisava dos bons ofícios do amigo. Este prometeu-lhe apressar o reingresso.


NAS ESCUTAS TELEFÓNICAS gravadas no processo Portucale são muitas as referências à Maçonaria, com Abel Pinheiro a citar os “irmãos” Bueno de Matos (na altura acessor de imprensa do Tribunal Constitucional, ou Jorge Sá, professor universitário especialista em sondagens.


Abel Pinheiro tinha, de resto, ideias muito definidas sobre o que julgava ser o poder da Maçonaria em Portugal. Isso constata-se noutra conversa telefónica, em Maio de 2005, com o “irmão” Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna. Durante a discussão sobre as eleições para grão mestre do GOL, a mais importante corrente maçónica portuguesa, que iriam realizar-se no mês seguinte, Abel Pinheiro não hesitou em criticar a acção do grão-mestre cessante, António Arnaut. Defendia que Arnaut, um ex-ministro da Saúde do PS, estava sedento de honrarias publicas para o GOL (aspecto que Rui Pereira via também como protagonismo saloio) quando tinha era de recusar as condecorações, porque o GOL é que deveria conferir, na sombra, dignidade e honrarias.


De resto, dizia, era isso que sempre tinha acontecido ao longo dos tempos, uma vez que pelo GOL já haviam passado centenas de políticos, vários primeiros ministros e Presidentes da Republica. Mas Abel Pinheiro e Rui Pereira achavam que Arnaut estava velho para a tarefa de restituir ao GOL a força de outros tempos.


Para os dois, o novo homem era outro socialista, o ex-deputado do PS e professor universitário António Reis. Era nele que iriam votar (Reis foi eleito grão-mestre) apesar de pertencerem à loja onde era venerável outro candidato, o arquitecto Luís Conceição. Mas os dois viram com desdém a candidatura de Conceição e até combinaram que iriam exercer pressão para que não avançasse. Umas das razões para a oposição á candidatura passava por um alegado favor que o candidato a grão-mestre teria pedido a Abel Pinheiro – seria um aumento de mil euros mensais que Luís Conceição (arquitecto na Câmara Municipal de Lisboa, com quem a SÁBADO não conseguiu falar após o fecho da edição) queria para resolver problemas pessoais. No entender de Abel Pinheiro, alguém que precisava deste montante para viver não teria nível para dirigir a maçonaria.


AS ESCUTAS
do processo Portucale referem o almoço do 49º aniversário de Rui Pereira, actual ministro da Administração Interna. A 25 de Março de 2005, Abel Pinheiro relatou o almoço a Paulo Portas, dizendo que Pereira que fora director do SIS, tinha reunido a nada dos serviço secretos. E que tinha ouvido que a CIA os informara de que João Paulo II morreria na semana seguinte. O Papa faleceu a 2 de Abril. Rui Pereira nega tudo à SÁBADO.

Barak Obama, Membro da Maçonaria?

Em resposta aos inúmeros contactos recebidos, questionando sobre as ligações de Barack Obama à Maçonaria,

podemos apenas afirmar que existe uma Grande Loja norte-americana,

denominada Prince Hall, em que predominam maçons afro-americanos, constando ainda entre os

seus membros personalidades das antigas administrações Clinton e G. W. Bush, além de Senadores Seniors em Washington.


Oficialmente, no entanto, não existe qualquer ligação entre esta ou outra Obediência Maçónica Norte-Americana

e o presidente eleito Barack Obama.


Tal facto, não nos permite, portanto, afirmar se o novo Presidente eleito dos Estados Unidos da América é Maçom.

Faleceu grão-mestre da Maçonaria Regular, Almiro Marques

O grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Almiro Marques, morreu este sábado à noite, aos 77 anos, disse fonte daquela obediência maçónica.

Almiro Marques, advogado, faleceu cerca das 22:00, no hospital Curry Cabral, onde estava internado há mais de uma semana, após ter sofrido uma paragem respiratória, seguida de pneunomia.

Natural da Marinha Grande, Almiro Marques começou a trabalhar aos 11 anos na indústria vidreira, tendo desenvolvido a sua carreira profissional nesta área durante 38 anos. A partir de 1983 dedicou-se exclusivamente à advocacia, especializando-se em direito dos negócios, administrativo e urbanístico, de acordo com informação disponibilizada na página da Internet da Grande Loja Regular de Portugal. Almiro Marques entrou para a maçonaria em 1966, e foi eleito grão-mestre em 2005.

Jornadas Históricas de Seia discutem “Maçonaria, Sociedade e Política”


As XI Jornadas Históricas de Seia, organizadas pelo Arquivo Municipal, vão debater este ano o tema “Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica”.
As sessões de trabalho decorrem no auditório do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), nos dias 14 e 15 de Novembro, e trazem a Seia várias personalidades, nomeadamente António Reis, António Arnaut, Salvato Telles de Menezes, António Lopes, Maria Belo, Alfredo Caldeira, Feliciana Ferreira, Martim Guia, António Ventura e Frei Bento Domingues.
Coordenadas por Fernando Catroga, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, as Jornadas têm início às 10 horas do dia 14, logo se seguindo as intervenções de Salvato Telles de Menezes, administrador delegado da Fundação D. Luís I, sobre “Maçonaria: As origens”, e de António Lopes, director do Museu Maçónico Grande Oriente Lusitano (GOL), que apresentará “A maçonaria portuguesa – das origens ao triunfo do liberalismo”. Após o almoço, Fernando Catroga, da Universidade de Coimbra, falará sobre “Maçonaria e a política (séc. XIX/XX)”, Maria Belo, ex-professora da Universidade Nova de Lisboa, fará a apresentação das “Consequências políticas da acção da maçonaria feminina” e Alfredo Caldeira, da Fundação Mário Soares, apresentará “Maçonaria durante a ditadura e o Estado-Novo”. As últimas intervenções do dia decorrerão no âmbito de uma mesa-redonda onde marcarão presença António Reis, Grão Mestre, que falará sobre a “Maçonaria do Grande Oriente Lusitano”, Feliciana Ferreira, Grão Mestre, que abordará a “Maçonaria feminina”, e Martim Guia, Grão Mestre, que apresentará “Maçonaria regular”.
No sábado, dia 15, as intervenções começam às 9h30, com o tema “Maçonaria em Seia”, por António Ventura, da Universidade de Lisboa, seguindo-se “Maçonaria e a questão religiosa”, por Frei Bento Domingues, do Instituto São Tomás de Aquino. A última conferência será proferida pelo antigo Grão Mestre do GOL, António Arnaut, que falará sobre “Maçonaria e os direitos humanos”. O encerramento dos trabalhos está previsto para as 11h30, seguindo-se um almoço oferecido pelo Município de Seia a todos os participantes inscritos.
As Jornadas contam com a creditação do Conselho Cientifico Pedagógico de Formação Contínua (CCPFC), e concedem 6 créditos para efeitos de progressão na carreira docente. A participação nas XI Jornadas Históricas tem um custo de dez euros, podendo as inscrições ser realizadas por telefone – 238 081392 – ou através do e-mail arquivomunicipal@cm-seia.pt
No âmbito do programa das Jornadas terá ainda lugar, na Casa Municipal da Cultura, na noite do dia 14 de Novembro, e a partir das 21h30, o concerto “Flauta Mágica, Abertura”, de Amadeus Mozart, executado pela Orquestra Sinfónica do Norte.

Centenário da Grande Loja de Itália

 

 

gl_italia.jpg
Grande Loja de Itália comemorou em Roma, neste mês de Outubro, o seu primeiro centenário. António Reis, em representação do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, esteve presente.

 

As comemorações, que decorreram nos dias 10,11 e 12, revestiram-se de grande brilho e dividiram-se em duas iniciativas de grande relevo: o “1º Encontro de jovens franco-maçons da Grande Loja de Itália e de Outras Obediências”, que se realizou no dia 10; e um Congresso Internacional subordinado ao tema “1908-2008, um século de vida, um século de tradição, um século de empenho na defesa da liberdade”

 

Eleições no GOL

António Reis recandidata-se a chefe da maior obediência maçónica portuguesa. Enfrenta Filipe Frade, coronel reformado. No sábado saber-se-á o resultado. Divide-os a gestão do valioso património imobiliário da instituição, cujo valor ascende a milhões de euros.

Eleições para grão- -mestre do GOL começam amanhã.

O Grande Oriente Lusitano (GOL) vai a votos. A partir de amanhã, os "irmãos" da maior obediência maçónica portuguesa começarão a colocar os seus votos nas urnas. Dia 7, sábado, os resultados serão anunciados.

Apresentaram-se dois candidatos: António Reis, actual grão-mestre, que tenta um segundo mandato de três anos (foi eleito para o primeiro em Junho de 2005) e Filipe Frade, coronel na reforma, homem que, como Reis, esteve também ligado ao combate à ditadura no Estado Novo (nomeadamente na LUAR, um grupo que tentou a via armada).


Membros do GOL ontem ouvidos pelo DN adiantaram que a principal divisão entre Reis e Frade reside na solução para a gestão do valiosíssimo património imobiliário da instituição. Estão em causa, nomeadamente, edifícios situados no centro de Lisboa, e cujo valor ascende a milhões de euros.

O GOL tem como braço legal o Grémio Lusitano, instituição com número de contribuinte e personalidade jurídica formalizada.

António Reis pretende, na órbita do Grémio, criar uma Fundação Grémio Lusitano. Ela irá, segundo o programa apresentado pelo recandidato a grão-mestre - e a que o DN teve acesso - "contribuir decisivamente para a salvaguarda e valorização de todo o património" da obediência. Isto através de "meios de gestão em moldes adequados aos tempos actuais, capazes de rentabilizar todo o património" do GOL.

"Este impulso [para a criação da Fundação Grémio Lusitano] foi sem dúvida decisivo para deixarmos de ser um conjunto de lobbies com interesses distintos e nos tornarmos uma verdadeira Obediência, dotada dos meios próprios para a prossecução dos fins próprios da Maçonaria", lê-se ainda no programa de António Reis.

Segundo o DN apurou, Filipe Frade contesta esta solução para a gestão do património imobiliário do Grande Oriente Lusitano. Aparentemente, receia que ao concentrar-se a gestão de "todo o património" numa instituição formalmente externa ao GOL, este acabe por perder o seu controlo.

No seu programa de candidatura, a que o DN teve acesso - e que está escrito numa linguagem quase ininteligível para qualquer "profano" (não-maçon) - diz que está "instalada" a "confusão entre construção maçónica e construção civil". E esta "confusão" - acrescenta - "não é apenas um retrocesso, antes revela o método que tem passado do exterior - a visualidade das obras públicas - para o interior, em tais circunstâncias de forma infamante e lesivo da Honra e Dignidade Maçónicas."

Ou seja: Filipe Frade opõe-se à concentração num só organismo maçónico da gestão de "todo o património" da obediência, como defende Reis. E se o seu projecto se concretizar, isso significa que se está na "iminência de actos que vão contra a integridade das Lojas".